28 de março de 2011

Produtor defende violência em Dead Island

Uma das coisas que menos deveria ter chamado atenção no épico trailer de Dead Island, acabou tomando os holofotes em uma discussão moral. A cena em que uma menina é jogada de um prédio levantou a questão da violência contra crianças em jogos. O Produtor Sebastian Reichert, da Deep Silver, que publicará o jogo, defendeu a escolha dos desenvolvedores, aTechland.


“Eu estou me sentindo triste pelas pessoas que não vêem que nesse trailer há também vinte e cincos adultos mortos. Eles estão correndo e tentando comer seu cérebro, mas eles ainda estão mortos”, disse ele, e continuou: “Matar pessoas em geral é um tabu. Então assim que você tem um tema de zumbis, você tem que encarar o fato que você vai matar pessoas, ou não funciona. Então sim, nós também tínhamos uma criança ali. Mas eu não nos vi explorando isso de maneira alguma, como se nós tivéssemos só esmagado ela por todo o chão ou alguma porcaria estranha assim”.

O escritor Erik Wolpaw, da Valve, que escreveu a história de jogos como Left 4 Deaddescreveu a cena como desconfortável, dizendo que ele mesmo havia acabado de ter um bebê e que era difícil vê-la. Ao mesmo tempo, ele disse que não gostaria que mudassem, pois estava realmente bom.

Sebastian prossegue: “Ela caiu de um prédio alto no começo – ou no final. Nós tomamos cuidado para que nós não exagerássemos. Não é um impacto sangrento ou algo assim. Nós não estamos fazendo isso para mostrar sangue e violência. Claro que nós estamos cientes que se fosse outro personagem teria um sentimento diferente. Mas no final, as outras pessoas também estão mortas. É isso que acontece em uma ambientação realista”.

Quando perguntado se o trailer não fazia um bom trabalho em mostrar o jogo que promovia, já que não há realmente nenhuma jogabilidade para um jogo que está à beira do lançamento, Sebastian pareceu não entender a pergunta e respondeu pensando que se referia ao fato de haver uma criança no trailer enquanto não há crianças no jogo:

“Como você tem problemas com os direitos e a ESRB, não seria bom para a classificação etária. Nós estávamos pensando em implementar. Mas quais são as vantagens de uma criança zumbi que não tem alcance? Ela é mais fraca. Basicamente de uma perspectiva de jogabilidade, só está lá para chocar as pessoas. O jogo já é bem drástico do jeito que é. Já estamos jogando bastante intestinos e membros por aí. Podemos dizer satisfeitos que o jogo está brutal o suficiente. Não precisamos de crianças lá”.

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